Dialoghi erotici tra due lunatici

Introdução, por António Paixão, dos diálogos eróticos entre dois lunáticos, de Beppe Molisano.

Como é sabido, todos os grandes escritores têm heterônimos, usados de forma a diversificar as perspectivas de seus sentimentos, percepções, receios, frustrações e anseios. Eu, como um grande escritor, não sou exceção, não fico atrás e tenho o heterônimo para a língua italiana de Beppe Molisano, um pedreiro, cantor, cozinheiro e consumado putanheiro napolitano.
Abaixo me delicio em transcrever o seu diálogo verídico (?!?) com sua amante, Maria Grazia Annunziata, por Beppe apelidada de Maddalena di Tutti i Peccati, a fogosa mulher do tanto desalmado quanto frouxo banqueiro, para o deleite das minhas leitoras mais pervertidas, aquelas que têm prazer em ouvir as conversas e demais sons de alcova das vizinhas.

Dialoghi erotici tra due lunatici.

Beppe Molisano

Lei: Dove sei?
Lui: A Napule. E tu?
Lei: NY.
Lui: Tutto bene?
Lei (con la voce tremula): Si, ti vorrei scopare…
Lui (allegro ma non troppo): Anche io lo voglio…
Mi manca ta tua gnocca.
Lei (entusiastica): Il tuo cazzo è indimenticabile.
Lui (curioso): Dove sarà l’incontro?
Lei (determinata): Amsterdam. La stanza dovrebbe avere degli specchi.
Ancora Lei (delirante): Voglio vedere tutto mentre mi inculi.
Lui: (silenzio).
Lei (speranzosa): “Ho Papilo, ti piace farti inculare, ma quando tutto è finito piangi. Perchè, oh Papilo, piangi: oh ti piache che sia stato fatto ciò che tu vuoi che si faccia? O ti pente del osceno prurito? O piuttosto piangi Papilo, perchè hai cessato di essere inculato?” Epigrammi Liber, quartus epigr. N48. Marcus Valerius Martialis.
Ancora Lei (delusa): Mi avevi promesso questa sensazione…
Lui (aggressivo): Donna vogliosa, ti romperò il culo sensa pietà o misericordia.
Lei (appassionata): Sfondami, voglio sentire la tua sborra calda nel mio culo.
Lui (micidiale): Dopo la sborra bolente, voglio nel tuo culo pisciare un fumegante fiume.

António Paixão on EmailAntónio Paixão on Facebook
António Paixão
ESCRITOR
António Paixão é um desgraçado jornalista permanentemente desempregado. É um velhote neurastênico, comunista de carteirinha, mas com uma cultura eclética e pouca disposição para brigar, porque procura, mas sem sucesso, ser simpático. Como todo jornalista, António Paixão não funciona sem álcool, pois é uma pessoa pouco confiável por muitas razões, dentre as quais por ser do sexo masculino, carioca e torcedor do Botafogo. Em São Paulo, torce pelo Corinthians e, em Portugal, pelo Vila Real. Julguem.